eu estava lá, na minha, dentro do mundo de apostilas jogadas de qualquer jeito na minha bancada branca e com fórmulas de física rabiscadas de caneta permanente. Eu estava lá, naquela rotina que todo mundo alguma vez na vida deveria passar, lutando pra alcançar um objetivo que eu tinha estabelecido a muito tempo pra mim. No típico e apático casa-colégio-colégio-casa. Passando mais tempo nas salas de aula, e rindo pra não chorar do que nas filas de cinema. Mas eu, apesar de tudo, estava lá. Seguindo sem muita fé, sem muita esperança, mas seguindo. Olhando os outros remarem seus barquinhos, divergindo no caminho, convergindo nos ideais. Mas eu estava lá. Mentalizando a oração de São jorge e lendo cada vez mais compulsoriamente Caio Fernando Abreu. rabiscando " relaxa baby e flui. barquinho na correnteza, Deus dará". é.
domingo, novembro 14
oh yeah.
Conclusão.
Cheguei a satisfatória conclusão que não se gosta de alguém pelo o que a pessoa é, e sim pelo que ela representa.
Não se gosta de alguém pelas qualidades, pelo perfume 212 sexy man que ela usa. Não se gosta de alguém pelo cabelo penteado, por ela nunca deixar uma conta de água vencer, pelos genes numericamente perfeitos ou pelas veias pulando nos braços por conta da musculação. Amor não é gostar de qualidades, é se encantar pelos defeitos. Até porque se fosse assim, de se apaixonar pelas qualidades de alguém, os bom samaritanos da vida teriam fila de espera, e os cafajestes morreriam sozinhos. E todos sabemos que as coisas não são bem assim
Veja bem, você não gosta do cara. Você gosta da imagem que o seu inconsciente tem dele. É, é tudo uma fantasia do inconsciente.É duro admitir, mas ele não é tão bonito assim, nem é tão educado e não passa 25 horas por dia pensando nas suas madeixas. É só alguma coisa lá dentro de ti gosta de acreditar nisso, meio que camuflar os defeitos, pra dar a impressão que o que te fisgou foram as qualidades, quando não foram, até porque elas nem existem. O que não faz esses fatos sejam mais ou menos verdade.
A realidade é mesmo assim, minha cara. A gente gosta e sofre e imagina e idealiza e ensaia frases feitas antes de dormir pra alguém que, pouco a pouco, se mostra não tão legal, nem tão perfeito. Mas ai a gente nem liga. Se descobre fascinada pelos defeitos bobos e deixa eles ali, coexistindo com os nossos próprios defeitos bobos que o cara também suporta.
E, por mais que as coisas estejam difíceis, que tudo esteja desandando, que a linha que os unia esteja definhando,se chega a conclusão que, se é difícil continuar juntos, pior ainda é separados.
E tem mais: se gosta de alguém pela primeira vista. Você tá lá, de bobeira, olhando para os ponteiros do relógio de ouro no pulso na fila do mcdonalds enquanto a atendente espera o pedido de um cara indeciso e olha pro lado.. BOOM. você viu um cara bonitinho e era o fim dos sábados em casa com pijamas e doce de leite. Diga oi para a sua nova vida de cinemas e idas ao clube nas quintas de manhã.
Ou não.
Sabe, essas coisas são complicadas. E depois de uns três tombos, uns 4 tapas na cara e algumas noites fugindo de um cara legal qualquer, você descobre que pra alguém começar a gostar de você, você tem que se gostar primeiro. E tem que, definitivamente, parar de pensar. Pensar, como já diziam, faz as coisas complicarem. Só viva, exista, faça as pessoas sentirem sua falta e sinta falta também,e não guarde isso pra si. Não procure por defeitos, muito menos por qualidades. Busque por caracteristas e só depois analise se você pode ou não conviver com elas.
Assinar:
Postagens (Atom)