É.
domingo, novembro 1
domingo, outubro 11
Quando ele se vai.
Enquanto ele estava aqui eu me segurava na certeza fixa de que ele não iria embora. Alguns dias eu temia muito a ideia de não o ter mais para dividir aquelas dores diárias, e outros eu, por pura birra pós-briga , esperava ansiosa o dia que apareceria algum problema grande e forte o bastante pra gente poder nunca mais se cruzar de novo - e me arrependia da idéia 5 segundos depois. E ai que aconteceu. O problema grande demais para ser resolvido apareceu e agora eu to aqui, colocando em pratica todas as tristes confabulações feitas naqueles momentos desesperados em que eu me imaginava caminhando bem longe do meu rapaz.
E vou te dizer, está sendo horrivel. Horrível não só por eu finalmente ter realizado que ele era sim o cara que casava comigo em todos os aspectos, mas por perceber que hoje existe quase mais dele em mim do que eu mesma. Eu me transformei na sua versão feminina e um pouco mais pé- no chão. E isso vai muito alem do gosto musical e da ideia fixa sobre festivais e viagens. Eu percebi que me tornei uma pessoa bem melhor quando eu lembrava do que ele faria, e fazia igual, do que eu era antes de ter aqueles olhos claros me guiando por ai.
Mas agora o que a gente faz? O que a gente pode construir com o que fica quando todo o resto se vai? E agora que nenhuma cara desperta mais um arrepio na espinha quando avisa que está na minha esquina me esperando pra levar pra jantar? O que a gente faz com as borboletas no estomago que, desde a tua partida prematura, entraram em extinção?
Mas agora o que a gente faz? O que a gente pode construir com o que fica quando todo o resto se vai? E agora que nenhuma cara desperta mais um arrepio na espinha quando avisa que está na minha esquina me esperando pra levar pra jantar? O que a gente faz com as borboletas no estomago que, desde a tua partida prematura, entraram em extinção?
Uma amiga me disse ontem que chega uma hora, um cara aparece na tua vida e bagunça tudo. E ai depois de uns mil vacilos, e uns meses juntos com cinemas e pipocas, você se dá conta de que ele é o amor da sua vida. Não porque o amor de vocês deu certo, porque na maioria das vezes o amor da sua vida vai te largar sim. Vocês vão se odiar e tudo vai dar errado- antes de dar certo, ou não.
Quando a gente descobre o amor da nossa vida não quer dizer que encontramos quem combina conosco em tudo. Nem que vocês não vão se achar loucos por uma porção de coisas. Você só percebe que ele é Ele porque, por mais que ele seja o maior babaca do mundo, você não consegue imaginar seu corpo inquieto de nervosismo enquanto ele anuncia que está estacionando e vai subir pra te dar um beijo com mais ninguem.
Quando a gente descobre o amor da nossa vida não quer dizer que encontramos quem combina conosco em tudo. Nem que vocês não vão se achar loucos por uma porção de coisas. Você só percebe que ele é Ele porque, por mais que ele seja o maior babaca do mundo, você não consegue imaginar seu corpo inquieto de nervosismo enquanto ele anuncia que está estacionando e vai subir pra te dar um beijo com mais ninguem.
Depois que voce encontra o amor da sua vida- e deixa ele ir embora- você pode até conhecer ainda muitos caras. Você deve até tentar se imaginar de mãos dadas, conhecendo a família de outros caras. Mas nada tem aquele frio na barriga.
Nada te deixa tão a vontade. Nada te deixa vai tão "você". Aquela saidinha no final de semana pra ouvir uma banda legal perde todo o encanto quando você sabe que não vai ter ninguem dançando com você e sussurrando refrões no seu ouvido.
E nem tem nada a ver com o tempo que vocês passaram juntos e a intimidade que cresce naturalmente com o tempo.Porque com o amor da sua vida desde o primeiro dia tudo já foi fora do normal. E ai só basta rezar pra vida ser mesmo muito longa, e o mundo muito pequeno pra vocês se encontrarem de novo por ai,.
Nada te deixa tão a vontade. Nada te deixa vai tão "você". Aquela saidinha no final de semana pra ouvir uma banda legal perde todo o encanto quando você sabe que não vai ter ninguem dançando com você e sussurrando refrões no seu ouvido.
E nem tem nada a ver com o tempo que vocês passaram juntos e a intimidade que cresce naturalmente com o tempo.Porque com o amor da sua vida desde o primeiro dia tudo já foi fora do normal. E ai só basta rezar pra vida ser mesmo muito longa, e o mundo muito pequeno pra vocês se encontrarem de novo por ai,.
26/06
Poucas coisas são tão boas como o cheiro de shampoo que tem o seu cabelo as 7 da manhã, ou o cheiro que fica no cantinho da tua orelha quando acordas as 11 da manhã num domingo.
POucas coisas são tão boas como a tua voz as 6 da matina pra avisar que ta indo nadar enquanto eu ainda tenho mais 45 minutos de sono antes do despertador apitar.
Garoto, ainda não inventaram coisa melhor do que teus dedos brincando com minhas mechas de cabelo enquanto assistimos um filme qualquer, ou melhor: do que o cheirinho do teu cafe enquanto eu me preparo pra mais uma daquelas madrugadas estudando.
Meu bem, muitas guerras acabariam se o resto do mundo soubesse da paz que é encostar a cabeça no teu peito, enquanto a gente se abraça e dança na minha sala mesmo sem musica nenhuma.
Meu bem, muitas guerras acabariam se o resto do mundo soubesse da paz que é encostar a cabeça no teu peito, enquanto a gente se abraça e dança na minha sala mesmo sem musica nenhuma.
Vamos, bartholomeu.
Agora percebo que me conhecias como ninguém. Podias prever meus atos, minhas caras, minhas neuras e, mesmo assim, ainda insistias em te fingir de surpreso quando eu esperneava meu pranto por ai, como se já não soubesses na ponta da língua o sabor da loucura e do drama da tua mulher.
Mesmo se fazendo de desentendido pelas minhas brigas, encenavas surpresa enquanto eu reclamava mais do que suportavas, e mesmo assim continuavas sendo mais do que o Amor previa pra mim.
E continuastes sendo, nesses últimos meses em que meu pé tinha descoberto que em cima dos teus era um bom lugar para descansar, um homem capaz de encostar a testa na minha e, entre dois sorrisos frouxos, mesmo com as minhas espinhas, cabelo ruim, e mau humor, ficar feliz só de se encontrar.
A gente tinha o mesmo gosto, tanto pras piadas ruins quanto no céu da boca.
Quando eu me cheirava sentia o teu cheiro e meus dedinhos afobados sabiam digitar teu numero mais rápido do que o papa léguas corria do coyote, só pra sanar aquela vontade incessante de ouvir tua voz serena e acalmar minhas agonias.
Mesmo sozinha eu já ouvia - e ainda ouço - tua risada junto com a minha todas as vezes que me deparo com essas coisas sem-graça-e-que-só-eu-rio. A gente tinha o mesmo toque. Vibrava na mesma frequência e nossas rádios sempre estavam na mesma estação. A gente era sincronizado na mesma playlist.
Nosso dia-a-dia tinha tanto um do outro que já era impossível saber o que era de quem, seja no nome do esmalte ou dos futuros filhos. A gente tinha os mesmos gestos. A mesma mania estranha de falar com voz de criança e a mesma vontade de largar tudo pra ficar dormindo um pouco mais. A gente tinha as mesmas neuras, e quando não tinha, a gente se fortalecia.
Quer coisa mais bonita que um casal que é um só?
Mas nessas de se fortalecer a gente acaba, vez por outra, se estranhando.
De tanto ser um só a gente acaba se enfraquecendo também. E ai a tentação e o descuido vem e PLOFT! Você tem que reunir suas coisas e tirar o time, na tentativa futil de não estragar aquela lembrança boa que um foi para o outro.
Quer coisa mais triste que um casal-somos-um-só que tem que reaprender a ser dois de novo?
-Vem bartholomeu, não nos querem mais aqui.
Mesmo se fazendo de desentendido pelas minhas brigas, encenavas surpresa enquanto eu reclamava mais do que suportavas, e mesmo assim continuavas sendo mais do que o Amor previa pra mim.
E continuastes sendo, nesses últimos meses em que meu pé tinha descoberto que em cima dos teus era um bom lugar para descansar, um homem capaz de encostar a testa na minha e, entre dois sorrisos frouxos, mesmo com as minhas espinhas, cabelo ruim, e mau humor, ficar feliz só de se encontrar.
A gente tinha o mesmo gosto, tanto pras piadas ruins quanto no céu da boca.
Quando eu me cheirava sentia o teu cheiro e meus dedinhos afobados sabiam digitar teu numero mais rápido do que o papa léguas corria do coyote, só pra sanar aquela vontade incessante de ouvir tua voz serena e acalmar minhas agonias.
Mesmo sozinha eu já ouvia - e ainda ouço - tua risada junto com a minha todas as vezes que me deparo com essas coisas sem-graça-e-que-só-eu-rio. A gente tinha o mesmo toque. Vibrava na mesma frequência e nossas rádios sempre estavam na mesma estação. A gente era sincronizado na mesma playlist.
Nosso dia-a-dia tinha tanto um do outro que já era impossível saber o que era de quem, seja no nome do esmalte ou dos futuros filhos. A gente tinha os mesmos gestos. A mesma mania estranha de falar com voz de criança e a mesma vontade de largar tudo pra ficar dormindo um pouco mais. A gente tinha as mesmas neuras, e quando não tinha, a gente se fortalecia.
Quer coisa mais bonita que um casal que é um só?
Mas nessas de se fortalecer a gente acaba, vez por outra, se estranhando.
De tanto ser um só a gente acaba se enfraquecendo também. E ai a tentação e o descuido vem e PLOFT! Você tem que reunir suas coisas e tirar o time, na tentativa futil de não estragar aquela lembrança boa que um foi para o outro.
Quer coisa mais triste que um casal-somos-um-só que tem que reaprender a ser dois de novo?
-Vem bartholomeu, não nos querem mais aqui.
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