segunda-feira, setembro 26

Sobre caras que nunca vão.

Ele é aquele tipo de pessoa que nunca se esquece. Que lembra de aparecer em momentos pontuais. Ele se lembra de mandar um sinal de vida, de fumaça, uma corrente de energia via alguma onda não codificável a olho nu vez por outra. Ele sempre se lembra de não me deixar esquece-lo, mesmo que ele tenha me esquecido.
Ele é do tipo de cara que passa tempo, mês, ano e continua lá, me fazendo pensar como teria sido. Do como foi, me fez esquecer de todas as coisinhas ruins. Me fez o tornar parâmetro pra todos os outros caras por um bom tempo.
Por um bom tempo. foi um bom tempo apesar de. Foi uma coisa não totalmente boa, inigualável, que fez bem pra alma e pro coração, mas foi o tipo de acontecimento que a gente sempre tem que passar uma vez na vida pra aprender como o mundo é, como os caras são. Me ensinou que temos sempre que saber de tudo pra saber o que esperar das pessoas. Me ensinou inclusive que as pessoas são capazes de tudo, mesmo que a gente não acredite. Assim como ele foi. Ele foi o responsável pela mudança que aconteceu aqui dentro. Me tornou mais forte, e me deu experiencias suficientes pra saber do que esperar de tudo e de todos. Mas como eu não sou como ele, não me lembrei de agradece-lo. Na verdade duvido até que ele faça questão dos meus agradecimentos.
Ele em suma, é o tipo de cara que abre a porta dizendo que vai embora mas sempre volta pra saber como estou, o que faço e pra matar as saudades que aparecem de vez em quando. Mas chega uma hora que se cansa, bate a porta com força e promete nunca mais voltar- e cumpre. Depois disso porém, mesmo que nem ele saiba, nunca vai embora de vez. Sempre fica por aqui rondando em algum canto da memória e sempre tem uma mensagem sua guardada em algum canto do celular. Ele é o tipo de cara que tenta, mas nunca se vai.

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