sexta-feira, junho 25

estranhamento

Eu queria fazer algum tipo de sentido. Queria que de vez em quando, ou até mesmo de vez em nunca, que meu atos se casassem. As vezes chega a ser nítido o estranhamento de alguns sobre o que eu sinto. A aparente - e crescente- dúvida que elas tem se tudo o que eu sinto é real, quero dizer, Se eu realmente sinto o que eu grito sentir. E o pior de tudo é que eu sinto. E talvez sinta até demais. Porque, de verdade, tem horas que toda aquela historia de " para-que-sentir-se-é-tão-belo-dizer?" não parece ser real o suficiente pra mim.
Sinto, mas sei que é verídico o fato de que eu busco demais a anomalia, essa historia de sair da normalidade, do stand-by. E É isso que choca. É o desejar fazer algo para chamar atenção.. mas não dos outros. Na verdade é para chamar a minha atenção, para relembrar que aqui dentro existe sangue, ossos, veias, artérias, e entre eles uma camada absurda de triacilglirol.. Só pelo puro divertimento de chacoalhar as coisas aqui dentro e que eu veja que, de verdade eu não perco nada.
O fato é que não se deve gritar sua felicidade, angustia, ou qualquer outro sentimento derivados para alguém, a não ser para si mesmo. Para que cada célula do seu corpo saiba que os globulos que ali correm não estão ali por acaso. É mais para sentir que exatamente tudo valeu a pena, E jamais se arrepender. Nem pensar ' e se'. Não há tempo para isso, minha cara. Vez por outra pode não haver o orgulho dos atos, mas arrependimento não. Ele não me leva a lugar algum, a não ser ao fundo do poço, ao retrocesso. E, francamente, eu não estou aqui para me agarrar em algo que não me leve adiante.

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