Nada de muito provável: a chegada de uma amiga que a muito não se via garantiu noites em bares com tequilas, caronas inesperadas e idas a lanchonete quando não se tinha fome alguma.
Era sexta feira na casa de praia. Nove da noite e a cama refletia o infinito de combinações com cores demais e tecido de menos: Shorts e camisetas se misturavam com a maquiagem e o celular insistente que a nunciava a prematura chegada do carona na esquina de casa. Uns amigos bem bacanas toparam ceder dois lugares no carro em um tipo de esquenta pra praia com moleques que eu jurava serem novos demais pra estarem fora da cama aquela hora.
O short curto e a barriga de fora não colaboravam com o vento frio da praia, mas ninguém ligava e ainda fingia que tava tudo legal. Tudo legal, tudo zen, tudo prestes a desabar em euforia e histórias boas pra contar.
Depois de uns desencontros com caras legais e novos demais, e uma chuva insistente e fina que parecia estar destinada a estragar o cabelo e maquiagem milimetricamente calculados para parecer " acordei assim", entramos em uma dessas festas em que todos se acham bons demais, lindos demais, ricos demais gastando todo o dinheiro que o papai ralou a semana toda pra conquistar, em uns baldes de bebidas e roupas caras demais pra serem gastas numa festa na beira da praia, quando na verdade todos eram amigos do dono e ninguém pagou nada pra entrar. mas o que vale é isso, o pessoal é até legal e sabe conversar sobre politica e economia enquanto serve um copo ou dois com suco de maçã e a batida dá um tempo pros timpanos lembrarem que o silencio existe, também. Quem disse que a nova geração não lê jornal?
Pintou uns caras bonitinhos, desses que se fossem mulheres teriam passado o dia no salão pra reafirmar a beleza que Deus gentilmente os deu, mas que por terem nascido com um Y no lugar do segundo X, puderam se dar ao luxo de dormir o dia todo e ainda assim chamarem atenção no recinto lotado de mulheres. Maxilares bem marcados e barbas por fazer, com um bronzeadinho vermelho de por do sol na praia e peitorais que acusavam tardes na academia e noites de negação á pizzas e qualquer tipo de carboidrato. Ah o verão.
Se alguma das histórias do verão rendeu até a cidade, no agosto? dificilmente. Amigos a mais e problemas a menos voltaram comigo pra cidade. Parece que problemas são alérgicos ao sol, e quando voltam pra luz fria da lâmpada, eles nunca voltam os mesmos. Pra que pagar analista quando se tem um bronzeado novo, histórias a mais, e resoluções novas, que variam de um " mande á merda" a uma análise detalhada? Não tem como não amar o verão.
Depois de uns desencontros com caras legais e novos demais, e uma chuva insistente e fina que parecia estar destinada a estragar o cabelo e maquiagem milimetricamente calculados para parecer " acordei assim", entramos em uma dessas festas em que todos se acham bons demais, lindos demais, ricos demais gastando todo o dinheiro que o papai ralou a semana toda pra conquistar, em uns baldes de bebidas e roupas caras demais pra serem gastas numa festa na beira da praia, quando na verdade todos eram amigos do dono e ninguém pagou nada pra entrar. mas o que vale é isso, o pessoal é até legal e sabe conversar sobre politica e economia enquanto serve um copo ou dois com suco de maçã e a batida dá um tempo pros timpanos lembrarem que o silencio existe, também. Quem disse que a nova geração não lê jornal?
Pintou uns caras bonitinhos, desses que se fossem mulheres teriam passado o dia no salão pra reafirmar a beleza que Deus gentilmente os deu, mas que por terem nascido com um Y no lugar do segundo X, puderam se dar ao luxo de dormir o dia todo e ainda assim chamarem atenção no recinto lotado de mulheres. Maxilares bem marcados e barbas por fazer, com um bronzeadinho vermelho de por do sol na praia e peitorais que acusavam tardes na academia e noites de negação á pizzas e qualquer tipo de carboidrato. Ah o verão.
Se alguma das histórias do verão rendeu até a cidade, no agosto? dificilmente. Amigos a mais e problemas a menos voltaram comigo pra cidade. Parece que problemas são alérgicos ao sol, e quando voltam pra luz fria da lâmpada, eles nunca voltam os mesmos. Pra que pagar analista quando se tem um bronzeado novo, histórias a mais, e resoluções novas, que variam de um " mande á merda" a uma análise detalhada? Não tem como não amar o verão.
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