sábado, julho 10

o que vale a pena

Uma amiga me disse " sabe quando ele aparece na porta da tua casa de surpresa, e te traz um café quente? De quando você está irritada e ele vem te fazer um cafuné sem voce ter que pedir?"
Pra confessar eu não sabia o que era isso. Na verdade, nunca soube o que era muita coisa ( e isso inclui resolver um Log e receber flores na porta do colégio.) e era feliz com o fato de continuar leiga nisso.
Acabou que eu descobri meio que ao acaso essas pequenas coisas. Brigar baixinho, receber uma massagem nas costas no no meio de uma explicação de literatura, ter um ombro pra apoiar a cabeça no meio dos slides de uma aula chata, ter alguém pra segurar aquela pasta pesada que levo todo dia pro colégio.
E acabou que eu achei isso em um lugar que eu passava todos os dias e nunca prestei atenção. Ele estava ali, disposto a aceitar o que eu tivesse a oferecer e eu nunca percebi. E quando percebi, achei um aleto para os meus dias complicados de setembro, cheios de aulas e dores e alegrias e noites mal dormidas e sabados e domingos dilacerados.
E sabe o que mais alegrava? Eu oferecia o que dava, oferecia a minha inconstância, meus conselhos tortos, meus sorrisos as 7:15 da manhã e a minha cara estampando cansaço as 18:40.
Ofereci a minha amizade e ele aceitou lindamente. E posso dizer? Isso valia muito a pena.

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