Aquelas migalhinhas de qualquer-coisa que sempre me ofereciam e eu, receosa, negava. Hoje vejo que aceita-las é bem mais sensato do que esperar por algo mais complexo bater na minha porta.
Aceitar que são essas pequenas coisas, essas amostras grátis de sentimentos, de matar uma aula ou outra pra ir tomar um sorvete, esses jantares surpresa num sábado a noite sem a perspectiva de se ver no dia seguinte, sem ficar esperando uma mensagem as 3 da manhã anunciando saudade são sim bem mais saudáveis do que aquela cobrança toda.
No final das contas, uma janelinha dentro da gente acaba abrindo e mostrando que é isso que realmente vale a pena. Viver a base do deixa-a-vida-me-levar ( vida, leva eu) do Zeca pagodinho. Ou o you only live once, tanto faz.
Acontece que não criar expectativas é tão mais libertador. Porque mesmo que nada aconteça não existe frustração. Porque não se esperava nada de nada mesmo.
Acho mesmo que essa é uma das coisas que a gente só aprende assim, do nada. Um dia tu acreditas que as coisas tem que ser todas perfeitinhas, tem que tem um jeito todo especial de acontecer, e se não for do jeito que se planeja, tens o direito de ficar de cara emburrada. Mas na verdade, não planejar nada que é o certo. Mesmo que saia uma coisa bem pequeninhinha no lugar de uma grandiosa, acabas saindo no lucro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário